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9-box e calibração

A matriz que cruza desempenho com potencial e a sala onde os gestores comparam as réguas uns dos outros. Cada movimento de quadrante fica gravado com motivo, para sempre.

🕒 Atualizado em 28 de set. de 2026📖 ~7 min de leitura

A tela

A tela real, no tema que você escolheu aqui em cima.

9-box e calibração

O que você encontra nesta tela

Um retrato da tela, lido dela mesma — muda quando a tela muda.

Ações disponíveis

AtualizarConfirmar movimentoCancelarNova sessãoSalvar sessãoConcluir sessão

Campos do cadastro

Nome da sessãoComo esta rodada de calibração é chamada pelo comitê.
CicloRodada de avaliação que está sendo calibrada.
Data da sessãoQuando o comitê se reuniu para comparar as notas.
ParticipantesQuem estava na mesa. É o que dá legitimidade à mudança de quadrante.
PautaQuais casos entraram na discussão da sessão.
ConclusõesO que ficou decidido, incluindo os movimentos de quadrante e o motivo de cada um.
SituaçãoSe a sessão está agendada, em andamento ou concluída.
Concluída emQuando a calibração foi encerrada e as notas passaram a valer.

Comece aqui

O que a matriz é — e o que ela não é
Nove caixas formadas por dois eixos de três níveis: desempenho (baixo/médio/alto, na horizontal) e potencial (na vertical). A leitura é como um gráfico: potencial alto em cima, desempenho alto à direita.

A matriz não é um ranking. Não existe caixa boa e caixa ruim — existe caixa com ação diferente. Ela serve para a empresa parar de tratar situações diferentes com a mesma conversa: quem entrega muito sem querer outro escopo precisa de reconhecimento, não de promoção; quem tem potencial visível e não entrega precisa de diagnóstico, não de advertência.
O que esta tela responde
Onde cada pessoa do time cai no cruzamento de DESEMPENHO (o que entregou) com POTENCIAL (o que consegue assumir adiante) — e o que a empresa faz a respeito de cada quadrante. Nove caixas, e uma ação recomendada em cada uma.

Como fazer

Potencial não é desempenho bom
É o erro mais comum da ferramenta. Alto desempenho no cargo de hoje não implica potencial para o cargo de amanhã — são eixos independentes, e é exatamente por serem independentes que a matriz tem nove caixas em vez de uma lista ordenada. Cada quadrante mostra na tela o que significa e o que fazer.

Regras

Os nove quadrantes e o que fazer em cada um
1 · Abaixo do combinado — conversa franca, com prazo e apoio explícito. Sem acordo escrito, este quadrante se repete no próximo ciclo.
2 · Em construção — plano de desenvolvimento no papel atual, acompanhado no 1:1.
3 · Especialista — reconhecer e reter pela maestria: carreira em Y, não promoção para gestão.
4 · Dilema — investigar encaixe (papel, gestor, contexto). Vale testar outro escopo antes de concluir qualquer coisa.
5 · Mantenedor — é quem sustenta a operação todo dia. Mantenedor ignorado vira mantenedor procurando emprego.
6 · Forte desempenho — ampliar escopo dentro da trilha e usar como referência para os pares.
7 · Enigma — diagnóstico antes de decisão: o que falta para a entrega acompanhar o potencial visível?
8 · Alto potencial — acelerar com desafio real e mentoria; combinar o que precisa acontecer para virar estrela.
9 · Estrela — sucessão, desafio maior e revisão de remuneração. É o quadrante que o mercado assedia.

A tela repete a ação recomendada no rodapé de cada célula, para a matriz não terminar em contemplação.
Calibrar é o ponto, não preencher
A matriz existe para gestores discutirem JUNTOS. Sozinho, cada gestor pontua na régua dele — e "nota 4" na área A vira "nota 3" na área B sem ninguém perceber. A sessão de calibração é onde as réguas se acertam, e o movimento de cada pessoa entre quadrantes fica registrado com quem propôs.
Como a nota vira quadrante
Cada eixo é normalizado na escala do ciclo e cortado em terços: o terço de baixo é nível baixo, o do meio é médio, o de cima é alto. Na escala padrão de 1 a 5 isso cai em abaixo de 2,33 = baixo, 2,33 a 3,67 = médio e 3,67 ou mais = alto. Mudar a escala do ciclo move os cortes junto, automaticamente.

Faltando nota em qualquer um dos eixos, a pessoa aparece no cartão "Fora da matriz" e não entra em nenhuma caixa. É de propósito: chutar um quadrante para não deixar buraco é o começo de toda matriz em que ninguém acredita. Quem está fora também fica fora da calibração.
Para que serve calibrar
Porque a nota mede o avaliador tanto quanto o avaliado. Um gestor rigoroso e um generoso produzem números que não se comparam — e quem paga a diferença é quem teve a má sorte de reportar ao rigoroso.

A sessão de calibração é a sala onde os gestores põem os quadrantes lado a lado e defendem cada posição com evidência. A tela exige quem está na sala antes de abrir a sessão: calibração com um gestor só não é calibração, é a mesma régua olhando para si mesma.

Não dá para mover ninguém fora de uma sessão aberta. Movimento sem sala não tem participante e não tem como ser auditado.
O que sai daqui muda a vida das pessoas
Promoção, sucessão e desligamento se apoiam nesta matriz. Um quadrante escolhido no automático, sem evidência do ciclo, vira decisão de carreira apoiada em impressão. Traga a nota do ciclo e os fatos — a tela guarda o rastro justamente para que a decisão possa ser reexaminada depois.
Todo movimento fica gravado, com motivo, e não se apaga
Ao mover alguém, o sistema grava a linha inteira: de qual caixa para qual, as notas antes e depois, quem moveu, quando e o motivo — obrigatório, e a pergunta é sempre a mesma: que evidência a sala trouxe que o gestor direto não tinha?

Esse rastro não tem exclusão, nem lógica. É o que separa calibrar de usar um verbo educado para mudar nota sem dizer por quê. A avaliação também guarda para sempre o quadrante original, o de antes da sala — é o que permite responder, meses depois, se mudou a régua ou mudou quem estava defendendo.
Mover na matriz também reescreve a nota
A nota do eixo passa a valer o ponto central do nível de destino — na escala de 1 a 5, 1,67 para baixo, 3,00 para médio e 4,33 para alto. Ou seja: um potencial 4,80 movido para "médio" vira 3,00, e um 4,80 mantido em "alto" viraria 4,33.

É intencional. Deixar o quadrante num lugar e a nota em outro faria a matriz e a ficha da pessoa contarem histórias diferentes — e a devolutiva seria feita com a versão errada.
O alerta de concentração é sobre a régua, não sobre o time
Quando 60% ou mais das pessoas posicionadas caem no mesmo quadrante (e há pelo menos quatro posicionadas), a tela avisa. A leitura correta não é "o time todo é igual": é que o que a matriz está medindo, ali, é a régua de quem avaliou.

Abaixo desses cortes o aviso não aparece — e a ausência dele não é atestado de distribuição saudável. Olhe a matriz mesmo assim.

Perguntas frequentes

Preciso distribuir as pessoas numa curva forçada?
Não, e o produto não impõe cota. "Só 10% podem ser estrela" transforma a avaliação num jogo de soma zero entre gestores e destrói a evidência que vocês acabaram de coletar. Curva forçada é uma escolha de gestão — se a empresa quiser adotá-la, que seja uma decisão declarada, não um efeito do sistema.
Quem pode mover alguém de quadrante?
Só quem tem permissão de alteração nesta tela — de fábrica, perfis de administração e de gestão. A tela de avaliação é aberta a todo mundo (cada um precisa fazer a própria autoavaliação); a de calibração, não.

Concluir a sessão apenas fecha o registro e guarda as conclusões: nada é travado retroativamente, e o relatório de movimentos fica no histórico do ciclo.

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