Contratos de tesouraria
Cadastre aqui empréstimos tomados, financiamentos de bens e aplicações. Ao salvar, a plataforma gera as parcelas como títulos a pagar (ou o resgate a receber), separando principal e juros — e com isso o contrato passa a aparecer sozinho no caixa projetado, no fluxo de financiamento do DFC e na conc…
A tela
A tela real, no tema que você escolheu aqui em cima.

O que você encontra nesta tela
Um retrato da tela, lido dela mesma — muda quando a tela muda.
Campos do cadastro
DescriçãoComo este contrato é chamado internamente.
TipoEmpréstimo, financiamento, aplicação ou desconto de recebíveis.
InstituiçãoBanco ou instituição com quem o contrato foi fechado.
Conta bancáriaConta por onde o dinheiro deste contrato entra e sai.
PrincipalValor contratado, antes de juros e encargos.
Taxa mensalTaxa de juros ao mês pactuada no contrato.
IndexadorÍndice que corrige o saldo (CDI, IPCA, pré-fixado).
Spread mensalO que a instituição cobra por cima do indexador, ao mês.
Sistema de amortizaçãoComo a dívida é amortizada (SAC, Price, bullet).
ParcelasQuantidade de parcelas do contrato.
ContrataçãoData em que o contrato foi assinado.
1ª parcelaVencimento da primeira parcela.
SituaçãoEm andamento, liquidado ou cancelado.
ObservaçãoAnotações sobre garantias, carência e condições especiais.
Comece aqui
A ficha do contrato: o que foi contratado e o que ele vira no caixa
Na aba Dados ficam o credor (instituição), o tipo (empréstimo, financiamento, aplicação, leasing), o valor principal, a taxa (fixa ou indexador + spread), o sistema de amortização (PRICE, SAC ou BULLET), o número de parcelas e as datas. Na aba Cronograma você simula e depois manda gerar as parcelas — cada uma vira um título no financeiro, separando principal de juros. Na aba Covenants ficam as cláusulas do credor que o Tenka vigia.
Como fazer
A carteira no topo: sua dívida como conjunto
Os cartões somam todos os contratos vigentes (aplicações ficam de fora): serviço da dívida em aberto, o que vence nos próximos 90 dias, o custo médio ponderado pelo principal e a fatia pós-fixada — que é a parte da sua dívida que ENCARECE se o juro subir. Contrato pós-fixado sem cotação vigente fica fora do custo médio, e o cartão diz quantos ficaram de fora.
Leasing entrou no vocabulário
Arrendamento mercantil se cadastra como LEASING: a mecânica das parcelas é a do financiamento (o bem não passa pelo caixa; as parcelas sim). Linha de crédito rotativa se cadastra como LINHA_CREDITO: o valor principal é o LIMITE contratado e o campo "utilizado" diz quanto está sacado — a carteira mostra o disponível. Ela não gera cronograma (juros correm sobre o utilizado e entram pela conciliação do extrato).
Taxa mensal e spread se digitam em percentual
Digite a taxa como ela aparece no contrato do banco: 1,8% ao mês se escreve 1,8, e um spread de 0,25% sobre o CDI se escreve 0,25. O cronograma usa esse número como percentual. Antes da versão 1.100.0 a dica pedia a fração (0,018); quem cadastrou contrato depois de 12/09 seguindo a dica antiga deve conferir a taxa antes de gerar as parcelas. Se o contrato já tinha gerado parcelas com a taxa errada, confira a taxa e use Gerar parcelas no financeiro de novo: a parcela já conciliada é preservada.
Regras
PRICE, SAC ou BULLET: a diferença aparece no caixa
PRICE tem parcela constante — no começo você paga mais juro que principal, e o alívio no caixa é uniforme. SAC amortiza o mesmo principal todo mês, então a parcela começa maior e vai caindo, e o total de juros é menor. BULLET paga só juros durante o contrato e o principal inteiro no fim — parcela pequena agora e um caminhão no vencimento, que é exatamente o tipo de compromisso que some de uma projeção mal feita. Escolha o sistema do seu contrato real: a curva de caixa muda bastante entre eles.
O contrato gera títulos — e por isso aparece em todo lugar
Ao salvar, cada parcela vira um título com vencimento e valor, com principal e juros separados. Não é preciso lançar nada à mão: o caixa projetado passa a mostrar essas saídas, o DFC as classifica como financiamento (não como despesa da operação) e a conciliação bancária as reconhece quando o banco debitar.
Parcela já conciliada é FATO — a regeneração não a toca
Se você alterar o contrato ou amortizar antecipadamente, a plataforma regenera apenas as parcelas FUTURAS que ainda não foram conciliadas. Parcela conciliada com o extrato é fato consumado e permanece intocada — mudar o passado faria o saldo do banco deixar de bater sem ninguém entender por quê.
Taxa fixa neste momento; pós-fixado é o próximo passo
O MVP calcula com taxa mensal FIXA. Contratos indexados (CDI + x%, IPCA + x%) precisam da série do indexador para projetar cada parcela e entram numa próxima etapa. Enquanto isso, para um contrato pós-fixado, use a taxa média esperada e trate o resultado como estimativa — a plataforma prefere avisar a fingir precisão que não tem.
Pós-fixado chegou: CDI, SELIC ou IPCA + spread
Escolha o indexador do contrato e informe o spread mensal (0,0025 = +0,25% a.m.): a taxa efetiva usa o índice VIGENTE da coleta diária do Banco Central. O cronograma pós-fixado é uma projeção com o índice de hoje — a cada regeração ele se recalibra, e as parcelas já conciliadas continuam intocadas. Se o índice não tiver valor vigente na base, a plataforma RECUSA gerar o cronograma em vez de usar um número velho: dívida projetada com índice desatualizado é plausível e errada, que é o pior tipo de erro.
Covenants: a cláusula do credor, registrada e vigiada
Covenant é a condição que o banco impõe no contrato (manter caixa mínimo, não passar de tanto de dívida) — estourou, o credor pode vencer a dívida antecipadamente. Registre a cláusula no contrato: os tipos "saldo mínimo" e "dívida máxima" são conferidos TODO DIA pela plataforma, e o aviso chega quando a margem fica a 10% do limite — antes do estouro, quando renegociar ainda é barato. Cláusulas que dependem de número que a plataforma não calcula (dívida/EBITDA auditado) entram como LIVRE, documentais: vigiar de mentira seria pior que declarar que não vigiamos.
A visão salva guarda busca, filtros, colunas e ordenação
Ao salvar uma visão pelo botão Visões, ela guarda quatro coisas: o texto da busca, os filtros aplicados, quais colunas aparecem (e em que ordem) e por qual coluna a lista está ordenada. Aplicar a visão restaura tudo de uma vez — inclusive zerando a ordenação e a página em que você estava, para o resultado ser exatamente o que a visão descreve. Visões salvas antes desta versão continuam válidas: o que elas não guardaram simplesmente não muda ao aplicar.
O erro de preenchimento aparece no campo, ao sair dele
Nas fichas, sair de um campo já dispara a conferência do que dá para conferir na hora: campo obrigatório deixado em branco e e-mail mal formado. O aviso aparece embaixo do campo e desaparece quando você começa a corrigir. Campo numérico não precisa de aviso: ele simplesmente não aceita letra enquanto você digita. Isso é conforto, não a validação final: ao salvar, o sistema confere tudo de novo do lado do servidor.
A tela agora é lista e formulário, como o resto do sistema
A lista abre com busca, filtros salvos, exportação para Excel, PDF e CSV do conjunto inteiro, e lixeira com Restaurar. Clicar num contrato abre o formulário, onde os dados ficam na primeira aba e o que é próprio da tesouraria ganhou aba própria: Cronograma (simular antes de gerar) e Covenants (as cláusulas do credor).
O cronograma é simulação até você mandar gerar
Simular recalcula na tela e não grava nada — é onde se vê o custo do dinheiro antes de assumir. Gerar parcelas transforma o cronograma em títulos. Parcela já conciliada com o banco NÃO é reescrita: fato consumado não se refaz.
Simular é grátis; gerar parcelas cria títulos de verdade
"Simular" só desenha o cronograma na tela — mude taxa, prazo ou sistema quantas vezes quiser. "Gerar parcelas" grava os títulos no contas a pagar (ou a receber, na aplicação). Parcela já conciliada é fato: uma regeneração não a toca, só refaz as que ainda estão em aberto. Cancelar o contrato não apaga o que já foi pago — encerra o que falta.
Perguntas frequentes
Como descobrir quem mudou um campo desta ficha?
Abra o registro e olhe a Linha do tempo, à direita: ela mostra cada alteração como "de um valor para outro", com a pessoa e a data. Quando há muita alteração, use os dois filtros no topo da linha do tempo — um por campo, outro por pessoa. A procura é feita no banco, então alteração antiga aparece do mesmo jeito. Você também pode perguntar ao Tenkai: "quem mudou o contrato 482?".
Mandei um contrato para a lixeira. E as parcelas que já tinham sido geradas?
Continuam no financeiro: título gerado é fato no caixa, e some só se você o cancelar lá. O aviso da lixeira diz quantos títulos o contrato ainda tem. Enquanto a barra mostrar Desfazer, um clique traz o contrato de volta; depois, ele volta pela Lixeira da tela (menu ⋮), com Restaurar. Para dizer que o contrato terminou sem tirá-lo da lista, mude o Status para Cancelado ou Quitado.
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